Estava fazendo compras quando me deparei com a revista Época desta semana, na capa uma criança sorridente e uma manchete de estarrecer: R$ 520,00 por uma vida.
Não comprei a revista, mas chegando em casa fui dar uma olhada no site e li um trecho da matéria sobre o pobre garoto. A criança de 14 anos teve seu direito à vida negado pelos governos federais (LULA), estaduais (CABRAL) e municipais (Paes) por míseros R$ 520,00 por mês pelo respirador que ele precisava para manter-se vivo.
Coloco trechos da matéria aqui para que possam ler, mais na revista Época e no site da revista clicando aqui.
11/09/2010 - 00:00 - Atualizado em 11/09/2010 - 09:40
R$ 520,00 por uma vida (trecho)
A história absurda do menino de 14 anos que morreu porque as autoridades se recusaram – mesmo com ordem da Justiça – a fornecer um aparelho simples para ajudá-lo a respirar
por Martha Mendonça, com Cristiane Segatto
Eram 16h06 do dia 9 de agosto quando Fábio de Souza do Nascimento morreu de insuficiência respiratória. Ele viveu 14 anos, com os pais e a irmã mais velha, num condomínio popular de Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Gostava de pipa e videogame, de desenho animado e futebol. Torcia pelo Flamengo. Adorava churrasco e misto-quente. Sonhava em ser motorista de caminhão.
Um mês depois de sua morte, a pipa rosa que Fabinho gostava de empinar está presa na parede, na entrada da sala do sobrado humilde de seus pais. É o símbolo de uma vida interrompida, de um drama familiar – e também de um crime. Intimadas pela Justiça a fornecer a Fabinho um balão de oxigênio que poderia ter lhe salvado a vida, ao custo de R$ 520 por mês, autoridades dos governos federal, estadual e municipal discutiram, procrastinaram, ignoraram a determinação judicial até que fosse tarde demais.
Maria das Graças e Antônio procuraram a Defensoria Pública da União no Rio de Janeiro para entrar com uma ação. A Justiça lhes deu ganho de causa em dois dias: a União, o Estado ou o município do Rio deveriam fornecer o equipamento – imediatamente. Dois meses depois, em abril, a Defensoria telefonou para os pais de Fabinho. O aparelho não chegara. A União se defendia na Justiça dizendo que o Sistema Único de Saúde (SUS) descentraliza esse tipo de demanda, e quem devia pagar o aparelho era o Estado ou o município. O Estado apresentara decisões judiciais anteriores que dirigem ao município a atribuição. O município alegava que, por se tratar de um fornecimento de “alto custo” e “média complexidade”, era de responsabilidade estadual (leia o quadro abaixo) . Um aparelho desse tipo custa R$ 3.800. Ele requer um cilindro de alumínio, que custa R$ 50. É no cilindro que fica a carga de oxigênio, que deve ser renovada todo mês, a um custo de R$ 40. O Poder Público em geral não compra aparelhos, aluga-os. O preço, nesse caso, seria de R$ 520 por mês.
Minha opinião:
Quando vocês forem votar, lembrem-se deste caso e não do os candidatos mostram na televisão. Lembrem que o vice-presidente luta contra o câncer em hospital particular, a Dilma também, o Lula, o Cabral, o Serra e tantos outros. O Paes, que falou em chineladas nos paulistas sobre a escolha do Rio para ser sede da Fifa na Copa 2014, deve estar feliz também por receber a Copa e a Olimpíadas em sua cidade enquanto seus munícipes morrem por falta de atendimento.
Acorda Brasil!!!!!!
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